quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Eu não sou um "Java hater"





Um leitor me enviou a seguinte pergunta: "Como você pode odiar tanto o Java, se escreveu vários livros sobre isso?"

Realmente, Java botou pão em minha mesa por muito tempo, e eu sou um "expert" nessa plataforma, tendo várias certificações: SCJP, SCWCD, SCBCD e SCEA - Enterprise Architect. Então, aqui vão minhas explicações...



Java é a linguagem de programação mais fantástica que eu já trabalhei, e trabalho até hoje. Tenho o maior respeito pela comunidade de desenvolvedores Java, da qual, humildemente, faço parte. Eu inclusive crio ferramentas para a comunidade Java, como o jQana.

Porém, o Java EE vem se embrenhando cada vez mais em um emaranhado de camadas, frameworks e padrões, se afastando de seu propósito original, que era se tornar uma linguagem multiplataforma, de fácil utilização.

E duas tendências modenas, Nuvem e Métodos Ágeis, tem empurrado o Java EE para escanteio. São dois motivos:

  1. Nuvem: A aplicação tem que ter um consumo eficiente de recursos (CPU e Memória), para ser economicamente sustentável;

  2. Métodos Ágeis: Pelas característias de "All in one" e "Cross cut", processos como o Scrum exigem plataformas de desenvolvimento de menor Complexidade acidental;



Após estudar e experimentar o Javascript moderno, usando o Node.js, eu concluí que havia uma alternativa ao Java EE, sendo mais barata, eficiente e aberta do que ele.

E não sou só eu que pensa assim... Grandes empresas, como a IBM ou o PayPall, descobriram isso e estão investindo nessa plataforma.

Apesar de ser um Java-lover, eu concluí que o futuro é outro. E, como blogueiro, tenho a obrigação de levar a verdade aos meus leitores.

Isso não significa que eu deixei o Java de lado!