quarta-feira, 18 de março de 2015

O mercado de apps móveis










Fala sério! Você nunca pensou em criar uma app de sucesso? Eu creio que isso passa pela cabeça de todo desenvolvedor. Mas, o que torna uma app um sucesso? Em qual mercado eu devo investir?

O Bom Programador tem alguns artigos sobre mobile, incluindo o nosso curso de programação Phonegap, mas agora chegou o momento de darmos um pouco mais de atenção a esse mercado.










Já faz algum tempo que a "onda" da criação de apps passou. Sim, lá pelos idos de 2010, o mercado estava surgindo e era uma verdadeira febre. Hoje, passados 5 anos, o desenvolvimento mobile se tornou uma realidade, sendo apenas mais uma plataforma, entre muitas.











Não é mais comum ouvirmos histórias mirabolantes sobre criadores de apps que ficaram ricos, de um dia para a noite. Estamos vivendo um processo parecido com o da "queda" do e-commerce, lá por volta de 2001.

Porém, eu te pergunto: As pessoas pararam de usar apps em seus tablets e smartphones? Não! Pelo contrário, passaram até a usar mais ainda! Pessoas que somente usavam seu smartphone para fazer e receber chamadas, hoje baixam apps feito adolescentes.

O que mudou?



Eu digo: O mercado amadureceu! Antes, as pessoas mal sabiam direito o que era um smartphone, porém, agora sabem exatamente quais apps querem rodar.









I am rich

Há alguns anos, um cara lançou uma app para iPhone que simplesmente exibia uma jóia, com um ícone de informação. A tocar no ícone, soava um mantra, desejando que você continuasse rico. A app custava: US$ 999,99 ! E acredite: teve gente que comprou!

As pessoas aprenderam



Hoje, além de existir mais de uma plataforma de smartphone, as pessoas aprenderam a lidar com apps, e são muito mais exigentes. Pessoas que somente usavam software pirata em seus PCs, se acostumaram a comprar apps.

As apps mudaram



Sim! No início, as apps eram pagas ou gratuitas. Depois, surgiram as "ad-based", que eram gratuitas, mas exibiam banners de anunciantes.

Novos modelos surgiram, como o "freemium" e o "in-app-buy". As apps "fremium" eram gratuitas, porém, se você pagasse um pouco mais, desbloqueava várias funções adicionais. As apps baseadas em "in-app-buy", eram gratuitas, mas ofereciam vários itens adicionais para venda.

Então, algumas empresas (especialmente de games), criaram o modelo "must-buy", segundo o qual, deixavam você jogar até um certo nível, e depois, para continuar, você teria que comprar itens. Elas impunham uma "multa", na base de tempo de espera ou de lentidão na evolução, para foçar o consumidor a gastar dinheiro.

O mercado de apps móveis continua lucrativo



Sim! Cada vez mais os dispositivos evoluem, e cada vez mais as pessoas os estão enchendo de porcarias! Segundo o site "statista", a receita de apps móveis continua a crescer, sendo esperado que atinja 76,52 bilhões de dólares em 2017.









Novos modelos de apps baseados em conteúdo e serviços, dinamizaram o mercado, atraindo novos públicos. Apps como:Waze, Meerkat e TripAdvisor, são exemplos desse novo modo de monetizar os investimentos.


Como ganhar dinheiro com apps móveis?



Para começar, você tem que pensar em seu público alvo. Qual é o tipo de aparelho que eles usam? Estão dispostos a gastar? Como?

Se você vai criar uma app "standalone", ou seja, a app é independente de servidores, então tem que pensar em como vende-la.

Apps pagas são a forma mais simples, porém, não dão ao usuário a chance de experimentar antes de comprar, o que é ruim para públicos mais conservadores.

Você pode adotar um modelo "fremium", ou então, criar uma versão "light", gratuita.

Aplicações "stantalone" são muito sensíveis quanto à plataforma do dispositivo. Por exemplo, é um erro assumir que os usuários de dispositivos iOS (Apple) possuem o mesmo perfil dos usuários de dispositivos Android, ou de Windows Phone, e vice versa.

Se a app é "standalone", então ela própria é o produto, e os consumidores vão compara-la com outras apps para sua mesma plataforma.

Agora, se você vai criar uma app como parte de um serviço, que ofereça conteúdo ou comodidades, ela pode até ser gratuita, pois você vai ganhar dinheiro com o serviço, e não apenas com a app. Neste caso, você tem que atingir a maior audiência possível.

Android, iOS ou Windows Phone?



Com o surgimento de frameworks como o Phonegap, essa discussão ficou meio que em "segundo plano", por algum tempo.

Mas, com o passar do tempo, as apps e os dispositivos foram evoluindo de maneira diferente, e as pessoas passaram a valorizar apps que usam melhor os recursos de seus aparelhos.

Então, é altamente recomendável que você crie sua app com a "cara" do dispositivo, e não com a "cara" genérica do HTML 5. Afinal, alguns usuários valorizam muito isso.

Agora, se você vai desenvolver uma app que é parte de um serviço, a monetização está em outra parte, sendo a app, geralmente, gratuita. O consumidor vai baixar a app porque deseja usar o serviço, e não por causa de seus recursos. Neste caso, é mais interessante usar um framework como o Phonegap, para racionalizar custos.

Entenda que é muito difícil manter versões de uma app para plataformas diferentes. A API, a linguagem de programação e as características e recursos dos aparelhos, tornam essa abordagem mais cara.

Porém, pode ser a única saída, se você quiser agregar maior valor à sua app.

Para ajudar você a tomar uma decisão, aqui vão as estatísticas de dispositivos móveis no mundo, por plataforma (NetMarketShare).








A distribuição é essa em Fevereiro de 2015:

  • Android: 46,87%

  • iOS: 42,61%

  • Windows Phone: 2,66%



Mas, e no Brasil? Embora você possa (e deva) desenvolver sua app pensando no mundo, é mais provável que seu marketing se concentre no Brasil, pelo menos inicialmente.

A maioria dos sites que têm estatísticas atualizadas sobre o mercado Brasileiro de smartphones, cobra pelo acesso. Porém, segundo algumas reportagens, o Windows Phone estaria em segundo lugar no Brasil, bem atrás do Android. A participação do iOS no Brasil é pequena, principalmente devido ao alto custo do aparelho.


E quem realmente compra app?



Aí está uma pergunta interessante. Se o seu interesse é criar uma app para vender, seja diretamente ou por "in-app-buy", precisa procurar um usuário disposto a pagar por ela.

Android



A principal característica dos dispositivos Android é a grande variedade de dispositivos. Existe uma grande oferta de dispositivos de boa qualidade e baratos. É possível comprar um excelente smartphone 4G, como o Motorola Moto G, que é quadcore, por bem menos de R$ 1.000,00.

Essa ampla oferta, turbinou a popularidade dos dispositivos Android.

Usuários Android, geralmente, se concentram mais em redes sociais, noticias e consumo de conteúdo digital. Muitos gostam de games, preferindo os que possuem opções gratuitas.

Windows Phone



Ainda não existem estatísticas relevantes no Brasil e no mundo, mas a tendência indica migração de usuários Android para Windows Phone, talvez pelo preço competitivo dos aparelhos, ou por causa da novidade (foge do esquema Android-ios).

Eu tenho lido alguns artigos que indicam um perfil muito parecido com o dos usuários Android.

iOS



Embora usem redes sociais, também usam apps em seus dispositivos. Estudos indicam que são mais propensos a pagar para ter uma app instalada.


A Forbes publicou um estudo muito particular do mercado Norte Americano, porém, pelo que eu li, se parece muito com o perfil que eu mostrei, embora lá, a proporção de usuários de dispositivos iOS seja muito maior.





Outra estatística boa, que, mesmo sendo dos Estados Unidos, se assemelha ao Brasil, é a do HuffingtonPost, a qual recomendo fortemente que você leia.

Conclusão



A rentabilidade das apps móveis não para de crescer, e pode ser muito lucrativo investir nessas plataformas.

Porém, você deve tomar um grande cuidado antes de decidir pela tecnologia que vai adotar:

App como canal de serviço



Neste caso, sua app é a ponta de um serviço integrado, que vende conteúdo, comodidades ou mercadorias. A app em si é gratuita, pois o ganho é no uso do serviço. Neste caso, o ideal é alcançar o máximo de usuários possível, utilizando um framework multiplataforma, como o Phonegap.

App como produto



Se sua app é um produto em si (produtividade, game etc), então, você deve agregar valor, aproveitando ao máximo os recursos e capacidades de cada plataforma. Nesse caso, desenvolver nas plataformas particulares, usando as linguagens e SDKs de cada uma, é uma boa opção. Porém, concentre-se no público alvo da sua app.