segunda-feira, 22 de outubro de 2018

Get the job done


#engenhariaDeSoftware #resultados

Sabe aquele bordão Americano? “Get the job done”? Pois é... Trabalhei alguns meses nos Estados Unidos e a experiência mudou minha visão das coisas. 

Americanos são práticos e eficazes, mesmo nos pequenos detalhes de um projeto de software.

Uma das frases que mais ouvi foi “Get the job done”! Frequentemente era acompanhado de “We don’t have time for this, we need to get the job done”.


Certa vez, durante uma conversa com meus colegas Americanos, perguntei o que eles pensavam de nós, Brasileiros, como profissionais de TI. A resposta me chocou um pouco, porém, mais tarde, tive que concordar: “Vocês são bons, são versáteis, porém falam demais e perdem tempo com coisas que não agregam tanto valor. Precisam se concentrar e terminar o trabalho, pois isso é o que importa”.


É claro que eles terminaram com: “You need to get the job done, because that’s what really matters”.


Sim. Falamos demais, não há como negar. Falamos muito e falamos frequentemente, além disso, adoramos uma reunião, mesmo sem agenda e sem ata. E perdemos tempo tentando aparecer, sugerindo “abobrinhas” para impressionar o chefe (eles mencionaram isso).


Temos que ser objetivos e pragmáticos, ou seja: “Get the job done”!


Sempre que eu entro em um projeto, noto esses vícios típicos de Brasileiros. Sempre tem um ou dois “workaholics” que, na real, só querem sugerir “abobrinhas” para aparecer e mostrar ao Chefe que eles são os f*dões.


Mas eu aprendi com meus colegas Americanos o “Get the job done” e me concentro nas coisas que preciso fazer para que isso aconteça. É claro que procuro agregar melhores práticas, sem comprometer o resultado. Para isto, procuro equilibrar novidade e risco, evitando fazer experiências com um trabalho de verdade.


E passei a ODIAR reuniões e bate papos desnecessários. Não me entenda mal, algumas reuniões são necessárias, assim como algumas conversas com colegas,  mas as pessoas exageram.


Por que? Ansiedade! Nós, Brasileiros, somos extremamente ansiosos. Interrompemos nossos interlocutores, cortando e atalhando o assunto. Um amigo meu Europeu me disse que, dois Europeus conversando é como um jogo de tênis, no qual cada um tem a sua vez, e que nós, Brasileiros, falamos como se estivéssemos jogando pingue pongue, muito rapidamente.


E frequentemente nossa ansiedade nos leva a desrespeitar o “espírito de equipe”, sugerindo “abobrinhas” só para tornar a vida dos outros mais difícil, procurando, ansiosamente, parecermos melhores aos olhos do Chefe.


Sempre tem um maníaco que dá uma “googada”, descobre 200 componentes open source que ninguém na equipe entende direito, e os enfia todos no código, aparentando eficiência. E depois? Como dar suporte a algo assim. Isto não é “Get the job done”, é enrolação!


Minha conversa com os Americanos terminou mais ou menos assim:

“... if you get the job done, that’s what really matters, and you wil shine over the crowd”


Cleuton Sampaio, M.Sc.



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